Fauna e flora

Fauna (3) - Borboletas 1

Publicado em 04/03/2017 às 17h36

As borboletas e mariposas, sem dúvida, são insetos que chamam a atenção de qualquer um, quer pela sua beleza e diversidade, quer pelo intrigante processo de metamorfose pelo qual passam até chegarem ao estágio de inseto adulto.

Borboleta metamorfose

De uma maneira geral, as borboletas voam durante o dia enquanto as mariposas têm hábito noturno. Existem na natureza cerca de 150.000 espécies de mariposas e 18.000 de borboletas.

Na fase de lagarta, sua vida se resume a comer. Já quando adulta seu principal objetivo é a reprodução. Algumas espécies de mariposas não procuram comida, enquanto a grande maioria se alimentam de néctar das flores, e outras espécies gostam de seiva de árvores, lama, e até esterco fresco.

Como há um vasto material na internet sobre o assunto, vou limitar esse conteúdo a essas curiosidades e deixar um link  para os que quiserem se aprofundar sobre o tema: www.borboleta.org.

Nas fotos abaixo, algumas das muitas espécies que vemos na fazenda. Oportunamente voltarei a postar outras.

Borboleta rajada

Borboleta laranja preta pintas brancas

Borboleta laranja preta pintas laranja

Borboleta laranja pintas pretas

Borboleta bfanca

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Flora (6) - Primavera e cerrado.

Publicado em 24/09/2016 às 18h55

Flor da cagaita

Vamos primaverar um pouco?

Um trecho do poema Jardim Interior de Mário Quintana:

"O que mata um jardim,
não é mesmo alguma ausência
nem o abandono…
O que mata um jardim
é esse olhar vazio,
de quem por ele passa indiferente!"

Não canso de me surpreender com a beleza das flores do cerrado. A indiferença realmente seria uma demonstração de insensibilidade.

Uma das características do cerrado é a abertura de flores durante todo o ano. Cada espécie encontra seu melhor momento para desabrochar suas pétalas e assim fecundar seus frutos com  as sementes que procurarão meios de germinação para a perpetuação da espécie.

Portanto a  chegada da primavera no cerrado é marcada muito mais pelo início do período chuvoso do que propriamente pela estação das flores. Muitos preferem  dizer que temos apenas duas estações no ano - a seca e a chuvosa, sendo que a primeira concentra a maioria das florações.

Mas tão exuberante quanto o florescimento, é o que acontece no início da primavera ou no final do inverno quando as plantas se apressam para se cobrirem de novas, tenras e coloridas folhas, já que muitas delas acabam completamente desfolhadas pelo stress causado por um período de quatro a cinco mêses sem chuvas significativas.

Abaixo, mais uma pequena amostra que prova tudo o que disse.

Flores roxas do cerrado

Beleza e simplicidade flores do cerrado

Complexidade nestas flores do cerrado

Delicadeza e agressividade marcam algumas flores do cerrado

Até o próximo post com mais belezas do nosso cerrado.

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Fauna (2) - Aves e +1 pouco de Cerrado

Publicado em 10/04/2016 às 13h00

Aqui estão mais duas lindas aves encontradas nos mais de 500 mil metros quadrados de matas preservadas da fazenda Alto Buritis. Elas aparecem lá de vez em quando nas proximidades da sede e não são fáceis de serem fotografadas, principalmente o saí-azul que é muito irrequieto.

Saí-azul

O saí-azul é também conhecido como saí-bico-fino, saíra-de-bico-fino, azulego e saí-bicudo. Seu nome científico é daknis  cayana.

Mede aproximadamente 13 centímetros de comprimento e pesa, em média, 16 gramas. Apresenta acentuado dimorfismo sexual: o macho é azul e negro, com as pernas vermelho-claras, enquanto a fêmea é verde, com a cabeça azulada e pernas alaranjadas. Seu canto é um gorjear fraco.

Alimenta-se de néctar, insetos e frutas. É comum em bordas de florestas, capoeiras arbóreas, campos com árvores esparsas, florestas secas e de galeria. Vive normalmente aos pares ou em pequenos grupos, procurando insetos ativamente na folhagem ou alimentando-se de frutos em árvores e arbustos.

Ariramba

A ariramba-de-cauda-ruiva é também conhecida como ariramba-de-cauda-castanha, beija-flor-d'água, beija-flor-da-mata-virgem, beija-flor-do-mato-virgem, beija-flor-grande, bico-de-agulha, bico-de-agulha-de-rabo-vermelho, bico-de-sovela, cuitelão, fura-barreira (PE), fura-barriga (PE), guainumbi-guaçu, sovelão (MG) e barra-do-dia (MA). O nome científico é gaubula ruficauda.

Mede entre 19 e 25 centímetros e pesa entre 18 e 28 gramas. À primeira vista, parece um grande beija-flor, devido tanto ao seu bico longo e fino, quanto à coloração verde-amarelada iridescente de grande parte da plumagem (semelhança responsável por alguns dos nomes comuns).
No macho as partes superiores, incluindo a face, a coroa e o peito são de coloração verde brilhante metálico. A cauda é relativamente longa e gradual. O par de penas retrizes (da cauda) centrais é alongado e tem uma cor verde metálica, as demais penas retrizes externas são castanhas. A garganta é branca. O ventre e a parte de baixo das asas são castanhos. O bico é preto, fino e longo como é característico da família Galbulidae e seu tamanho varia de 4 a 5 centímetros. A íris é marrom, a pele orbital da região loral é acinzentada. A coloração das pernas varia de marrom amarelada a cinza carne. As garras são negras. A garganta é branca, enquanto na fêmea e nos machos juvenis ela é ferrugínea. Nas fêmeas, o abdômen é castanho, ligeiramente mais pálido do que o macho.
Caça exclusivamente insetos em voo, com grande destreza e velocidade para apanhar presas desde o tamanho de uma pequena abelha sem ferrão até libélulas e mariposas.

Mais informações no site www.wikiaves.com.br

 

Um pouco de Cerrado

Aves do cerrado

Um aspecto marcante do Cerrado, é as suas aves. As aves típicas do Cerrado incluem desde a famosa seriema (Cariama cristata), a “voz do cerrado”; algumas espécies endêmicas, como a gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus), o papagaio-galego (Amazona xanthops ) e o soldadinho (Antilophia galeata); outras com importante presença no Cerrado mas que também ocorrem em outros biomas tais como, a arara-canindé (Ara ararauna), a perdiz (Rhynchotus rufescens), a ema (Rheaamericana), o pica-pau-do campo (Colaptes campestris), o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), a corruíra (Troglodytes aedon) e o tiziu (Volatinia jacarina). Porém, sua riqueza em aves vai muito além das espécies mais conhecidas:

O bioma Cerrado possui uma avifauna extremamente rica e diversa, com cerca de 837 espécies, sendo mais de 450 só na região do Distrito Federal. Este número representa aproximadamente 50% de todas as 1.796 espécies que ocorrem no Brasil. Mais de 90% destas aves que ocorrem no Cerrado, o usam para reprodução. As espécies endêmicas do bioma não são muito numerosas: 32. Estas endêmicas são em sua maioria associadas a ambientes abertos, porém a maior parte das espécies que ocorrem no Cerrado são de alguma forma dependentes de ambientes florestais. 72,6% das aves que se reproduzem no Cerrado são dependentes ou semi-dependentes de matas secas ou de galeria (matas que margeiam córregos e rios).

Estes seres alados têm fundamental importância na manutenção do Cerrado, como por exemplo, a polinização e dispersão das plantas, que contrastando com as aves, têm alto grau de endemismo no Cerrado. Além disso, as aves são peças fundamentais em muitas outras relações ecológicas e fazem parte indissociável do todo do Bioma, sendo essencial sua conservação para o bem dos seres que habitam o Cerrado, inclusive o Homem.

Extraído do site www.pequi.org.br

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Flora (5) - Flores e +1 pouco de Cerrado

Publicado em 12/12/2015 às 16h02

Flor branca do cerrado

Flores do cerrado

Flor do cerrado - Parece feita de massinha

Como já escrevi antes, sou fotógrafo de fim de semana e pouco entendo da arte, mas contando com recursos da máquina vez em quando sai alguma foto boa. Estou então, formando um banco de imagens da fauna e flora da fazenda, que aqui vou compartilhar com aqueles que gostam do assunto.

As fotos acima são de pequenos arbustos fotografados agora em novembro.

 

Logo um pouco de cerrado

 

O bioma Cerrado cobre aproximadamente 22% do território nacional, figurando como segundo maior bioma  brasileiro. Localiza-se em uma grande área do Brasil Central, fazendo fronteira com outros importantes biomas: Amazônia ao norte, Caatinga a nordeste, Pantanal a sudoeste e Mata Atlântica a sudeste. Além disso, e também decorrente da dinâmica histórica dos ecossistemas, existem encraves de vegetação de Cerrado em outros domínios de vegetação, como as áreas de Cerrado no estado de Roraima, Amapá, Amazonas (Campos de Humaitá), Rondônia (Serra dos Pacaás Novos), Pará (Serra do Cachimbo), Bahia (Chapada Diamantina) e para o sul do estado de São Paulo e Paraná. A fauna e flora do Cerrado são extremamente ricas, e a sua vegetação nativa, em graus variados de conservação, ainda cobre 60,42% do bioma no Brasil.

 

Biomas do brasil

O bioma Cerrado abriga mais de 11.000 espécies vegetais, das quais 4.400 são endêmicas, além de uma grande variedade de vertebrados terrestres e aquáticos e elevado número de invertebrados. No Cerrado a heterogeneidade espacial é um fator determinante para a ocorrência dessa diversidade de espécies. Os ambientes do Cerrado variam significativamente, sendo que áreas campestres, florestais e brejosas podem existir em uma mesma região.

Essa enorme biodiversidade qualifica o Cerrado como a savana mais rica do mundo. Além dessa rica biodiversidade, o Cerrado se destaca como berço das águas, abrigando as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São Francisco, e como base de sobrevivência cultural e material de um sem-número de habitantes, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, dentre outros.

A típica vegetação do Cerrado se caracteriza pelos troncos tortuosos, baixo porte, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas. É importante ressaltar que a vegetação não apresenta essa característica em decorrência da escassez de água, já que o Cerrado abriga densa rede hídrica, mas devido a outros fatores edáficos, notadamente o desequilíbrio no teor de micronutrientes, a exemplo do alumínio.

Destaca-se que a vegetação do Cerrado “sensu lato” não possui uma fisionomia única em toda a sua extensão. Ela é bastante diversificada, apresentando desde associações campestres abertas, até associações florestais densas, como os cerradões. Entre estes dois extremos fitofisionômicos, viceja uma gama de associações intermediárias, caracterizando o Cerrado como um verdadeiro mosaico de formas fisionômicas.

(Texto adaptado do "Guia de Campo - Vegetação do Cerrado", publicado no site do Ministério do Meio Ambiente)

 

 

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Flora (4) - Cauabori - Fruto azul

Publicado em 31/10/2015 às 21h42

Fruto azul

Fiquei bem impressionado quando me deparei com esses frutinhos pela primeira vez. A cor azul não é muito comum na flora. Um fruto azul um pouco mais conhecido é o mirtilo ou blueberry, mas é oriundo do hemisfério norte. Flores azuis também são raras (algumas são desenvolvidas em laboratório), tanto que no mundo da poesia é ligada a sonho, utopia, mistério e infinito.

É bem rara, pelo menos na nossa região. Por onde andei no cerrado só conheci essa planta da foto. Fica próximo a margem do córrego buritis e da captação de água para irrigação. É quase rasteiro, a floração acontece em abril-maio, e o fruto é pequeno (uns dois centímetros).

Pela pesquisa que fiz tem o nome popular de  Cauabori, que significa erva-de-frutos-azuis em tupi-guarani, mas é conhecida também por: Baga-de-capitão, baga-de-tangará, anil, erva-de-corocoxó, fruta-de-corocoxó,  piririca, frutinha-azul,  veludo-rasteiro, veludinho  rasteiro, brinco de viúva, azulzinho do bosque. O nome científico é Coccocypselum lanceolatum, da família das Rubiceae (a mesma do café).

Para saber mais:

http://www.colecionandofrutas.org/coccocypselumlanceolatum.htm

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