Custo da produção de café - Depreciações

Publicado em 18/08/2018 às 18h00

Depreciações

Complementando o post  Café - Custo da produção, volto ao assunto, desta vez estendendo um pouco mais e abordando os custos fixos envolvidos na produção - aqueles investimentos que vão atender a produção de várias safras e, portanto não podem ser alocados no custo de uma única safra.

Quando se compra um implemento, uma carreta por exemplo, por 10 mil reais, o certo é alocar esses 10 mil reais no Custo Operacional Total (COT), mas ao longo da vida útil da carreta. Para máquinas em geral, consideramos dez anos o tempo de depreciação. Na contabilidade oficial, existe até lei que define o prazo para depreciar um bem de produção, mas nos controles gerenciais, podemos definir de forma mais pragmática. Se sabemos que um determinado implemento vai durar apenas cinco safras, melhor dividir o seu custo em 5 safras.

Outro aspecto a ser observado é o valor residual do bem a ser depreciado. Aqui na fazenda, por exemplo, temos um trator ano 1999 que ainda está funcionando perfeitamente. É para isso que serve o valor residual, que deve ser excluído do custo.

Para ser mais claro:

  • Comprei um trator por 120 mil;
  • Determino o tempo de depreciação - 15 anos;
  • Defino o valor residual -  20 mil (valor de mercado desse trator após trabalhar durante 15 anos);
  • Valor a ser depreciado por ano, durante 15 anos -  6,666 mil  (120 mil menos 20 mil dividido por 15 anos).

Uma outra questão que precisa ser resolvida é a seguinte: Para os anos seguintes, é preciso corrigir o valor, pois sempre há uma inflação a ser incorporada. Aí temos que escolher um índice que reflita a desvalorização do bem entre os vários que os institutos divulgam.  Aqui nós escolhemos o IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas por ser o mesmo escolhido pelo Educampo do Sebrae. Por certo eles estão certos que é o melhor.

O tempo de depreciação que adotamos é o seguinte: Para benfeitorias - 30 anos; máquinas e implementos - 10 anos; tratores - 15 anos; equipamentos eletrônicos - 5 anos e lavouras - 12 anos. Para essa última, computamos todos os investimentos até o dia 31 de agosto antes da primeira florada (preparação do solo, mudas, insumos e mão de obra) e a partir daí os gastos farão parte do Custo Operacional Efetivo (COE) da primeira safra.

Para facilitar o controle do que fará parte do custo de depreciação para cada ano, temos uma planilha onde cadastro cada investimento, com seu valor, vida útil, valor residual, ano do investimento, e onde registro os índices anuais de inflação, e a partir daí obtenho os valores anuais para compor o custo separado por benfeitorias, máquinas e lavouras.  Estou disponibilizando a planilha para download na aba "downloads".

Categoria: Gestão
Tags: custo de produção, Custo fixo, custo produção café, Depreciações, valor residual

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